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PREPARE CORRETAMENTE SUA ARTE

18/04/2016 15:49

Chegou a hora de mandar sua arte para produção.
Qualquer que seja a gráfica, sempre haverá imposições sobre como mandar a arte e que programas usar.
O objetivo desse tutorial é explicar como fazer o fechamento da arte e explicar por quê isto é pedido.

PROGRAMA USADO:

São muitos os programas que podem ser usados para fazer uma arte final. Nem todos são apropriados.
Programas de escritório como word, excel, powerpoint são feitos com limitações para permitir a saída gráfica.
A maioria não permite ajustar corretamente o tamanho, o padrão de cor necessário e as imagens.
Como exemplo citarei o word. Este programa embora com algum custo possa fazer uma arte final, ao ser enviado, não leva junto as fontes, muitas vezes não incorpora imagens (apenas cria um link para elas) e só trabalha com cores RGB. Quando enviado para uma gráfica ele simplesmente troca as fontes sem aviso e elimina imagens. O resultado é desastroso.

O programa a ser usado deve ser compatível com as definições gráficas.

Deve trabalhar necessariamente com padrão de cor CMYK e bitmaps com mais de 300 dpi.

Posso citar dentre outros Corel draw, Photoshop, Ilustrator, Indesign,  PageMaker dentre outros.

Se você tem dúvida se seu programa serve, veja se ele trabalha com o padrão de cores CMYK e se permite ajustar os dpi (pontos por polegadas) das imagens.

O fechamento em PDF é um caso a parte. Embora ele tenha sido criado para padronizar o meio gráfico, programas para juntar várias artes são raros e caros, só podendo ser utilizados por grandes gráficas.

Como a maioria das gráficas ainda é formada por pessoal sem conhecimentos em PDF e os próprios clientes ainda não sabem fazer um fechamento correto neste formato (fechando por exemplo com definições para web ou impressora de mesa) este padrão ainda não vingou.

Mas esta é uma realidade que vem mudando rapidamente e algumas gráficas já estão adotando este tipo de saída como padrão.

O Corel Draw, que é o programa mais usado neste trabalho de junção de artes, não raras vezes, abre de maneira errada estes arquivos.

Para que não haja erros:

Utilize o corel draw, quebrando todos os efeitos (leia mais abaixo) e fontes ou converta de seu programa favorito para o padrão JPG, com 400 dpi de resolução e cores CMYK.

Embora o padrão JPG comprima as imagens (com perdas), na prática não se percebe perdas com compactações até uns 20%.

Tamanho:

O corte do material gráfico é feito em lotes de 200 a 1000 folhas de espessura. Estas folhas são batidas a mão e posicionadas na guilhotina para corte. Este processo barateia muito o custo de corte, mas gera um certo erro em parte do material (cerca de quase 1 mm em uns 20 % das folhas – estatística “chutômetro”).

Problema no corte do material

Problema no corte do material

Por isto, todo material gráfico deve ter uma área de sangria, ou seja, cresce-se um pouco mais a imagem para ter uma margem no corte. Quanto mais afastado das bordas estiver os seus elementos, menos se percebe as variações no corte.

Não basta criar uma imagem em branco em volta. Isto provocaria uma margem branca na lateral de alguns produtos (você já deve ter visto isso por aí).

A prática correta é a seguinte:

Nos materiais menores (cartões,imãs) aumente o tamanho em 1 mm para cada lado. Exemplo – cartão 9×5 cm – criar a arte no tamanho 92×52 mm.

Nos materiais maiores (panfletos,cartazes) faça a arte com 3 mm a mais de cada lado.

Consulte sua gráfica antes de fazer estas medidas pois pode variar de fornecedor para fornecedor.

Todo o fundo do layout deve encostar nesta margem, sejam fotos, faixas, fundos coloridos, etc. tenha sempre em mente o ponto aproximado do corte (eu particularmente crio um retângulo transparente para ver estes limites).

Todos os textos e logos e figuras que não podem ser cortadas devem estar a uns 4 mmdo ponto de corte.

Quanto mais afastado, melhor.

Fechamento dos textos:

Se estiver usando um programa vetorial (corel por exemplo), deve-se tomar cuidado com as fontes,pois as mesmas podem ser trocadas na impressão.

Embora nem todos gostem, é altamente aconselhável converter as fontes em curvas.

Para isto, no corel, Marque todo o layout e desagrupe os elementos (CTRL + U – várias vezes), selecione os textos (editar -> selecionar tudo-> textos) e converter em curvas (CTRL + Q). Nos demais programas deve-se procurar os comandos compatíveis.

ATENÇÃO: Deve-se fazer o mesmo dentro de cada powerclip pois eles não são alcançados pelo procedimento acima (leia mais abaixo se é necessário).

Figuras Bitmap:

Era muito comum os meus ex-clientes me ligarem informando que suas artes estão com tamanhos descomunhais (de 10 a 100 Mb).

O responsável eram os BITMAPS.

Quando escaneamos as figuras, tiramos fotos, ou pegamos da internet, o tamanho das mesmas não raras vezes vem muito maiores que nossas necessidades.

Quando se juntam 20 ou 30 destas imagens, com fusões, efeitos, etc, se criam imagens enormes.

 

Faça o seguinte:

No final de seu layout, pegue cada imagem gerada (inclusive as sombras dos textos) e converta para um novo bitmap com 400 dpi e cores CMYK.
No corel você pode fazer isto selecionando as imagens e clicando bitmap -> converter em bitmap e no quadro que se abre selecionar resolução 400 dpi, modo de cor CMYK, e marque as caixas <aplicar perfil ECC>, <impressão sobreposta de preto sempre>,<suavização serrilhado> e <fundo transparente>.

Junte todas as imagens possíveis numa só. Nem sempre é possível fazer isto. Tome cuidado pois pode-se puxar um sombreado de um texto para cima do mesmo.

Olho vivo ao fazer esta conversão.

Cores:

Muitos clientes insistem em mandar imagens em cores pantone para garantir as cores ou por desconhecimento usam cores RGB (principalmente o pessoal da web). Quando se juntam vários materiais numa mesma chapa usa-se cores CMYK. A cor pantone ou RGB pode ser convertida para uma cor CMYK, mas nem sempre se consegue a cor exata que se quer. O padrão CMYK (cores subtrativas) tem menos cores possíveis do que o padrão RGB (cores aditivas). O pantone tem cores como prata ou ouro, que são impossíveis de ser impressas no padrão CMYK.

Nosso processo de impressão permite custos de aproximadamente 5% do custo de um trabalho em separado. Cores pantone só são possíveis para altíssima tiragem final. Uma lata de tinta especial custa aproximadamente o valor de 10 milheiros de cartões, por isto inviável para pequenas tiragens (mil é pouco, ta certo?).

Por isto faça o seguinte:

No corel acesse <janela -> paleta de cores> e marque a opção <paleta CMYK padrão> e desmarque as outras. Pode-se também mudar a maneira de apresentar as cores no monitor usando: ferramentas -> gerenciamento de cores , marque em configurações: otimizado para saída profissional e lá em baixo do quadro CMYK. Isto vai fazer com que você use e sempre visualize a cor correta. Quando você exportar em JPG RGB para seu cliente ver, também vai ter as cores corrigidas certinho. Eu uso deste jeito, pois JPG CMYK não são vistos em todos os micros. Serve também para conferir,pois no visualizador padrão do windows as cores ficam muito parecidas com as impressas.

Sei que o mesmo pode ser feito nos outros programas, mas não tenho eles instalados aqui para apresentar o caminho correto.

Efeitos:

Use efeitos, mas simplifique depois

Use efeitos, mas simplifique depois

Use efeitos a vontade. Foram criados para isto. Mas no fim quebre todos os elementos para que não haja problema de impressão.

Como fazer isto:

O mais fácil é converter num bitmap 400 dpi CMYK. Mas nem sempre é a melhor opção. Faça o teste.

Powerclip – entre nele e quebre todos os elementos. Pode-se também pegar ele inteiro e converte num bitmap. Se for um powerclip pequeno, pode fazer sem medo. Os maiores deve-se decidir pela aparência visual.

Lentes – devem ser convertidas em bitmaps junto dos elementos de trás. Quando isto não é possível pode-se pensar em eliminar a lente e pintar a mesma com uma cor sólida. São os efeitos mais difíceis de serem resolvidos. Cuidado com as sombras, pois as mesmas também tem lentes aplicadas automaticamente (podem ser convertidas em bitmap como descrito acima).

Mídia artística – Converta em bitmap. Raramente não pode ser feito.

Mistura, contorno, extrusão, chanfrura – use CTRL + K.

Envelope – use CTRL + Q.

Mais abaixo vou dar dicas de como encontrar seus efeitos no corel.

DICAS:

Dicas para fechar sua arte

Dicas para fechar sua arte

DICA 1: Como sei que meu arquivo no corel tem problemas?

Abra no corel, arquivo -> informações do documento.

Vá até a parte de baixo rolando a tela, com todos os item laterais marcados.

Contornos e preenchimentos: Só pode ter cores CMYK. Se ver RGB ou Pantone ou outra coisa estranha, tem que achar e converter para bitmap.

Efeitos: Não pode ter nenhum. Tendo, ache-os e faça os procedimentos já citados.

Estilos: Não é necessário se preocupar.

Objetos Bitmap: Tudo em CMYK. Tendo outros estranhos trate de converter para CMYK. No caso de fundos pretos permite-se tons de cinza.

Estatísticas de texto: Sem textos. Se tiver fonte converta-as para curvas.

O restante não é importante.

DICA 2: Não acho a cor RGB ou o efeito. Como faço?

Abra no corel, ferramentas -> gerenciador de objetos.

Você irá visualizar os elementos. Onde tiver o símbolo <+> clique para abrir mais elementos. Com tudo aberto vá no primeiro deles e venha descendo observando as informações no pé da página. Lá você vê se é RGB, efeito, etc. Olhe com atenção se é preenchimento ou contorno e o tipo de bitmap se for o caso. O elemento já fica marcado, de maneira que é fácil ver o problema e corrigi-lo.

DICA 3: Simplifique sua vida.

A maioria das gráficas faz você passar por todo este calvário. Procure um distribuidor que faça todo este procedimento para você.

Espero que você tenham gostado demais este tutorial.

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